sexta-feira, 5 de março de 2010

CARTA DE COMPROMISSO COM A EJA- AGENDA TERRITORIAL

As instituições e segmentos presentes na Reunião Técnica da Agenda Territorial de Desenvolvimento Integrado de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos, realizada de 8 a 13 de dezembro de 2008, em Natal-RN, reafirmam seu compromisso com a Educação de Jovens e Adultos – EJA, concebida como direito de todos e todas ao longo da vida,mediante esforço coletivo para a implantação de ações de consolidação da Agenda. Reiterando a importância da participação democrática e republicana como princípio basilar das políticas públicas de estado em EJA, os presentes nessa Reunião compreendem que o compartilhamento de estratégias e ações contribui decisivamente para o cumprimento do direito à educação de qualidade e à sua oferta efetiva aos sujeitos que a demandam. Assim, comprometem-se a implementar mesas permanentes de trabalho, fortalecer os espaços de mobilização já existentes e, ainda, a planejar, executar e avaliar conjuntamente ações direcionadas à realização da EJA em seus territórios. Ratificam, também, a importância do fortalecimento de políticas públicas de estado para essa modalidade, tendo-se como ponto de partida a identificação da realidade e das necessidades educacionais de jovens, adultos e idosos, com especial atenção à diversidade etária, de gênero, étnica, racial, sócio-econômica, espacial, cultural, dentre outras. Políticas de estado, sobretudo, no que diz respeito ao acesso à educação, à constituição de um sistema de atendimento que assegure o direito à educação básica e ao fortalecimento do
conceito da Educação ao Longo da Vida. Acordam, por fim, a construção conjunta de cronogramas nos estados e no Distrito Federal, conforme as atribuições e responsabilidades de cada participante, com vistas tanto ao atendimento às recomendações constantes do Documento Nacional “Brasil: Educação e Aprendizagens de Jovens e Adultos ao Longo da Vida”, construído coletivamente durante a preparação do país à VI Confintea, quanto à superação dos desafios diagnosticados para atendimento a essa modalidade em cada Unidade da Federação.

Natal, 12 de dezembro de 2008.
 
 
www;me.gov.br

PNLA

Apresentação Funcionamento

O Programa Nacional do Livro Didático para a Alfabetização de Jovens e Adultos (PNLA) foi criado pela Resolução nº 18, de 24 de abril de 2007, para distribuição, a título de doação, de obras didáticas às entidades parceiras, com vistas à alfabetização e à escolarização de pessoas com idade de 15 anos ou mais. Entidades parceiras são os estados, Distrito Federal, municípios, que estabelecem parceria com o Ministério da Educação, por intermédio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), na execução das ações do Programa Brasil Alfabetizado.

Os objetivos do programa são os de dar cumprimento ao Plano Nacional de Educação – que determina a erradicação do analfabetismo e o progressivo atendimento a jovens e adultos no primeiro segmento de educação de jovens e adultos até 2011 – e promover ações de inclusão social, ampliando as oportunidades educacionais para jovens e adultos com 15 anos ou mais que não tiveram acesso ou permanência na educação básica; estabelecer um programa nacional de fornecimento de livro didático adequado ao público da alfabetização de jovens e adultos como um recurso básico, no processo de ensino e aprendizagem.

Para ter direito ao PNLA, as entidades parceiras devem obedecer ao cadastramento dos alfabetizandos, das turmas e, se houver, dos coordenadores de turmas do programa, informados por meio eletrônico na página http://portal.mec.gov.br/secad/.

Em 2008, o orçamento do programa foi de R$ 11,8 milhões, apenas com a compra dos livros.

Acesse aqui o Instrumento de Adesão do PNLA 2010
http://portal.mec.gov.br/secad/.


EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NOVA ESCOLA

EJA - Educação de Jovens e Adultos

EJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REISEJA - Educação de jovens e adultos. Fotos: CANINDE SOARES, GILVAN 
BARRETO, LU SOARES, LUIS MORAES, MARCUS ANTONIUS, P.O. NETO, ROGERIO 
ALBUQUERQUE, TATIANA REIS

Cerca de 4,5 milhões de brasileiros com mais de 15 anos estão matriculados na Alfabetização ou na Educação de Jovens e Adultos, segundo o Censo Escolar 2009 do MEC. No entanto, apenas 1,5% das disciplinas do currículo de Pedagogia abordam o assunto. Para você que quer se preparar melhor e saber mais sobre a EJA, organizamos vídeos, reportagens e planos de aula elaborados para alunos que não podem ser tratados como crianças crescidas. Boa leitura!


PRÁTICA ADEQUADA NA EJA-NOVA ESCOLA

O processo de alfabetização das turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) está ancorado em práticas indispensáveis de leitura e escrita que também são desenvolvidas com as crianças das séries iniciais do Ensino Fundamental. Isso não quer dizer que o professor vá trabalhar lançando mão dos mesmos materiais e estratégias com públicos tão distintos. Não faz sentido. Esse é, inclusive, um dos motivos que levam os mais velhos a fracassar e abandonar a escola (leia abaixo os depoimentos de três alunos dessa modalidade).

Embora exista uma variedade considerável de bons materiais organizados pelo Ministério da Educação (MEC) e pelas secretarias estaduais e municipais do país (disponíveis gratuitamente na internet), muitos educadores ainda recorrem aos livros usados pela criançada. Um dos motivos é a falta de formação específica. A maioria das faculdades de Pedagogia negligencia a EJA e não prepara os educadores para lidar com as especificidades da modalidade. Estudo encomendado por NOVA ESCOLA à Fundação Carlos Chagas no ano passado aponta que lecionar para jovens e adultos é um fato abordado somente em 1,5% das disciplinas do currículo de Pedagogia.
Fotos: Tatiana Reis e Jarbas Oliveira
Joel dos Santos, Geralda Lourenço e Manoel Pinheiro
Fotos: Tatiana Reis e Jarbas Oliveira
"Adoro ir à biblioteca da escola. Atualmente, estou lendo obras que falam sobre a música brasileira."
Joel dos Santos, 30 anos, aluno do Colégio Santa Cruz, na capital paulista

"Quando a professora escreve o que os alunos ditam, aprendemos como as palavras são escritas."
Geralda Lourenço, 67 anos, aluna do Centro Educacional Sesc Ler, em Quixeramobim, CE

"Gosto das aulas em que a professora lê para a turma porque aprendo coisas sobre o mundo."
Manoel Pinheiro, 82 anos, aluno do Centro Educacional Sesc Ler, em Quixeramobim, CE

Mas é fato: os alunos da EJA não são crianças grandes e não podem ser tratados como tal em sala de aula. "São pessoas com experiências de vida, já bastante recheadas de saberes. E, ainda que não formais, eles precisam ser levados em conta", explica Vera Barreto, presidente do Vereda - Centro de Estudos em Educação. Além do mais, usar o material das crianças pode não despertar o interesse desses alunos. "Sabendo disso, é preciso escolher textos e músicas, por exemplo, que tenham a ver com o mundo desses estudantes e despertem a curiosidade deles, descartando o que é destinado aos pequenos", diz Francisco Mazzeu, pedagogo e professor do Departamento de Didática da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), campus de Araraquara. Atividades que envolvam poemas de Cora Coralina (1889-1985), contos de Luis Fernando Verissimo e crônicas de Walcyr Carrasco - entre outros gêneros e autores, reportagens de revistas e jornais sobre o aumento do salário mínimo ou canções de Erasmo Carlos, Neguinho da Beija Flor e Cauby Peixoto - são muito mais adequadas do que as propostas que usam parlendas e histórias em quadrinhos da Turma da Mônica e livros que reúnem contos como Chapeuzinho Vermelho. A seleção dos autores deve ser sempre feita de acordo com os temas que eles abordam - sempre precisam estar conectados diretamente com o mundo adulto - e, é claro, com a qualidade apresentada pelo material escolhido (conheça, na imagem abaixo, o exemplo de uma prática de leitura e na última imagem, uma atividade de escrita).

Outro fator decisivo para o sucesso do grupo está no discurso do educador. Ele deve conversar constantemente com os alunos sobre as estratégias que adota, expondo os motivos que o levam a organizar as atividades. "Muitos deles acham que ditar um texto para o professor não faz sentido e a leitura em voz alta feita por ele nada mais é que uma perda de tempo", diz Sandra Medrano, coordenadora pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo. O histórico de fracasso escolar também precisa ser levado em consideração - para alguns estudantes, a possibilidade de errar ao ler e escrever amedronta, quando deveria, na verdade, ser encarada como uma etapa natural da aprendizagem.

Para colaborar com a atividade docente em EJA, NOVA ESCOLA apresenta as quatro situações didáticas de leitura e escrita, descritas por Sandra Medrano, que não podem faltar em sala de aula e traz detalhes sobre como trabalhar cada uma delas. Além disso, há exemplos de materiais a serem usados e sugestões de sequências didáticas, elaboradas por educadores que no dia a dia consideram as especificidades dos jovens e adultos.
Foto: Jarbas Oliveira
É HORA DA RODA DE LEITURA A Quarta  Literária é um dos momentos mais esperados pelos alunos de EJA do Centro Educacional Sesc Ler de Quixeramobim, a 203 quilômetros de Fortaleza. Os educadores leem para as turmas obras do acervo da biblioteca, como Digo e Não Peço Segredo, de Patativa do Assaré (1909-2002). "É uma atividade importante para que os estudantes tenham contato real com o ato de ler", diz a professora Ana Valéria Oliveira. Foto: Jarbas Oliveira
1. Leitura pelo professor
O que é Momento em que o educador lê para a turma textos diversos (literários, informativos etc.). Os gêneros devem variar para que o repertório do grupo seja ampliado. Além de contos, crônicas e poemas com temática adulta, recorra a reportagens de jornais e revistas. Também é válido organizar audições de leitura de livros literários mais longos, trabalhando capítulo a capítulo. Atribua valor à atividade explicando que a intenção é formar os estudantes como usuários da leitura e da escrita e para isso é preciso vivenciar na sala de aula práticas semelhantes às realizadas fora da escola. Antes de iniciar a leitura, apresente o material a ser explorado. Ao final, retome a conversa, estimulando opiniões e questionamentos sobre o conteúdo (leia sequência didática).
Quando propor Diariamente.
Material Contos e crônicas de autores como Ignácio de Loyola Brandão, Adriana Falcão e Mario Prata, poemas de autores como Patativa do Assaré e Manoel de Barros, reportagens que abordem temas atuais e de interesse dos cidadãos, como as que tratam do sistema de transporte do município, livros como Alexandre e Outros Heróis, de Graciliano Ramos (1892-1953), e Capitães da Areia, de Jorge Amado (1912-2001).
O que o aluno aprende Os usos e as funções da escrita, as características que distinguem os gêneros textuais e as diferenças entre a linguagem oral e a escrita. Ele também se familiariza com a linguagem dos livros e jornais, aprende a opinar sobre o que foi lido, a apreciar o escrito e se emocionar com isso e a localizar várias informações.

2. Leitura pelo aluno para aprender a ler
O que é A possibilidade de ler listas ou textos conhecidos de memória. Sabendo o que está escrito, é possível antecipar o que vem a seguir, buscando indícios gráficos por meio do conhecimento das letras iniciais ou finais, que ajudam a refutar ou confirmar sua hipótese. Lembre-se de que nem sempre a situação de ler, arriscando-se a errar, é confortável para os estudantes dessa modalidade de ensino. Por isso, explique que é lendo - mesmo antes de saber fazê-lo convencionalmente - que se aprende a ler.
Quando propor Em dias alternados aos de atividades de escrita.
Material Listas como as de pratos para uma festa, de convidados para um sarau, de cantores preferidos e de compras no supermercado. Canções conhecidas do grupo, como Asa Branca, de Luiz Gonzaga (1912-1989) e Humberto Teixeira (1915-1979), sucessos de Roberto Carlos, Gilberto Gil, Alcione e outros artistas que a turma aprecie. Poemas de autores como Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) e Cecília Meireles (1901-1964). Eles tratam de temas próximos do universo dos adultos e apresentam produções de qualidade.
O que o aluno aprende O sistema de escrita, como ele funciona e o que tem de ser feito para colocar em ação as estratégias de leitura.
Foto: Tatiana Reis
MOMENTO DO DITADO PARA O PROFESSOR No Colégio Santa Cruz, em São Paulo, a professora Helena Meirelles trabalha a situação de escrita convidando a turma a produzir, coletivamente, um bilhete para os alunos de EJA de outra escola da cidade, recomendando um filme a que assistiram recentemente. "Eles ditam o conteúdo e eu sou a escriba. Assim, desenvolvem habilidades de produção de texto e conhecem as características dos gêneros textuais", explica.
Foto: Tatiana Reis
3. Produção de texto oral com destino escrito
O que é Situação em que os estudantes ditam um texto e o professor o transcreve no quadro (leia sequência didática). Eles controlam o que é escrito e acompanham como se escreve. Alguns não participam, pois têm vergonha. Por isso, devem ser feitas perguntas para estimular todos a opinar.
Quando propor Várias vezes por semana, sempre que houver o uso da escrita.
Material Textos de referência como cartas publicadas em jornais e cartilhas com informações de saúde.
O que o aluno aprende Como se organizam as ideias de um texto e como se dá a passagem da linguagem oral para a escrita. Ele também compreende o processo de produção textual, incluindo a revisão, e conhece a estrutura e a linguagem do material que está produzindo.

4. Escrita pelo aluno para aprender a escrever
O que é A oportunidade de escrever o que é conhecido de memória (como poemas) ou listas (de ingredientes de receitas culinárias). Pelo fato de existirem alunos que acham que a cópia é mais adequada para aprender a escrever ou que não se pode escrever errado, explique que é preciso se arriscar a escrever, colocando em jogo o que se sabe e pensa.
Quando propor Em dias alternados aos de atividades de leitura.
Material Textos de referência ou sugeridos nas situações didáticas anteriores (considerando a possibilidade de se aproximar de uma situação de uso social da escrita), letras móveis e computadores com editores de textos instalados.
O que o aluno aprende A refletir sobre o sistema de escrita, representar graficamente o que quer comunicar e definir quantas e quais letras usar.

Reportagem sugerida por 18 leitores: Creuza Pereira da Silva, Dom Aquino, MT, Cynira de Andrade Aversari, Guarulhos, SP, Elinete Freitas da Costa de Souza, Macapá, AP, Jubilene Maria Belarmino, Itapissuma, MG, Juciane Fregadolli, Maringá, PR, Julimar Santiago Rocha, Salvador, BA, Kaliane de Macedo, Garanhuns, PE, Karlene Cabral Cunha, Codó, MA, Kerhgisvalda da Silva do Nascimento, Diadema, SP, Margeri Azambuja da Silva, Aparecida do Taboado, MS, Mairice Policena de Souza, Castelo de Sonhos, PA, Mara Cristina Ferraz Silva, Álvares MAchado, SP, Maria do Socorro Barbosa, Ibicaraí, BA, Miriam Graeff Stach, Panambi, RS, Pollyanna Morais, Itumbiara, GO, Sandra Balbys, Paulo Afonso, BA, Susana Dias Amaral, Vitória da Conquista, BA, e Zilda Maria Melo, Confresa, MT

NÃO TRATE ALUNOS DA EJA COMO CRIANÇAS

Editado por Beatriz Vichessi (novaescola@atleitor.com.br)
Pessoas com mais de 15 anos - mesmo na condição de alunos - não são crianças crescidas. Da mesma forma que, no trabalho, um senhor de 50 anos não ouve do chefe "Vamos fazer um relatório bem bonitinho", ele não deve vivenciar situações como essa na escola.
O trato infantilizado é um dos motivos da evasão nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nasce com a ideia equivocada de que se deve dar ao estudante, jovem ou adulto, o que ele não teve quando criança. Por causa disso, é preciso também mudar a abordagem e, muitas vezes, o conteúdo. Trabalhar com material didático infantil sem levar em conta as expectativas de aprendizagem e os conhecimentos prévios é um equívoco com a mesma raiz.
A EJA tem de ser encarada como um atendimento específico, que pede um currículo próprio. Só assim o grupo vai aprender e tomar consciência do que está fazendo. Se o educador quiser abordar a origem do ser humano, deve tratar o tema de forma adulta, com respeito à diversidade religiosa - sem se desviar das propostas curriculares - e aprofundar a discussão científica, mais do que faria numa turma de crianças.
E, embora a necessidade de respeito à vivência prévia valha para todos os alunos, seja lá qual for a idade deles, no caso de jovens e adultos essa é mais uma premissa fundamental. Cantigas e parlendas - usadas na alfabetização dos pequenos - podem ser substituídas por poesias, mais apropriadas para os leitores mais velhos.

Consultoria Sandra Medrano, coordenadora pedagógica do Centro de Educação e Documentação para Ação Comunitária, em São Paulo, SP

A EVASÃO DOS ALUNOS DA EJA



O Brasil é um país com suas grandes dimensões de desenvolvimento, onde se analisa seu crescimento chegando a gerar varias mudanças positivas no qual pode-se citar: Os avanços tecnológicos, como viagens espaciais; informações digitais; a rapidez da comunicação; além de países desenvolvidos entre outros, sem nos importarmos com o futuro da educação, que chega a tornar-se vergonhoso ao ver a miséria, a pobreza e a fome se alastrar pelo mundo inteiro.

Observa-se que os governantes gostam de expor as sociedades estatísticas que colocam na rota do primeiro mundo, propondo mudanças que acabam marcando a entrada do novo século. Para alguns, com sua visão monstruosa, cabe falar de crise, para outras pessoas, transformações. Queremos transformações positivas, onde possa acabar não só com a pobreza, mais também com a desigualdade entre as pessoas. Devemos buscar um Brasil de progresso, fazendo do impossível para o possível, contribuindo para uma educação de progresso. (RAINHO, 2001).

Analisa-se que por mais que lutemos pelos nossos direitos em poder ter uma vida digna, sem corrupção dos governantes, onde possamos ter uma educação de qualidade, educadores competentes, para um melhor desenvolvimento, fazendo dele um país construtivista nas suas ações, nos defrontamos com o futuro da nossa educação, no qual chega a se tornar carente ,quando falamos em educação para todos ,de acordo com a constituição de 1988.

O analfabetismo tem sido uma questão de grande discussão a respeito da educação. Há muito tempo atrás, observa-se as mesmas dificuldades com respeito à aprendizagem, às inúmeras reprovações e evasão escolar. Apesar das leis impostas pelo governo em oferecer um ensino gratuito para todo cidadão, seja ele jovem ou adulto, a exclusão social, além do índice de pobreza ainda continuam, e,na maior parte das vezes, chegam a impedir a presença do aluno na escola.

É muito importante analisar atentamente os alunos que freqüentam a escola, pois adultos e jovens possuem toda uma história e as levam para a fora da instituição escolar, e agora trouxeram de volta. O educador ao saber dessas dificuldades que os mesmo vem passando ao longo da sua trajetória de vida, analisando as expectativas do educando adulto, deve crescer seu interesse e mostrar a verdadeira aprendizagem depende muito mais que atenção às revelações feitas pelo professor e atividades mecanizadas de memorização.

Verifica-se que experiências antigas de fracasso e exclusão no ensino regular vêm contribuir para que o jovem e adulto tenha uma auto-imagem negativa cabendo aos educadores ajudarem os educandos a reorganizarem sua imagem da escola, das aprendizagens escolares e de si próprios.

Quando a escola exige muito da execução do horário que muitas das vezes não se adéqua com a do trabalho, no qual acaba contribuindo para desistência desse aluno, levando-o a parar de estudar, devido não conseguir cumprir as normas da escola. O educador por mais que entenda a situação do aluno, onde nem o aluno, nem o professor têm a mesma opinião para garantir sua permanência do aluno na escola.

O educador muitas das vezes procura um trabalho diferente, que possibilite o despertar de suas habilidades para que o educando possater um maior desempenho nos estudos, contudo, na maioria das vezes, não chega a obter sucesso, devido toda sua trajetória de vida no meio escolar não muito boa,chegando a bloquear o seu interesse pela escola.portanto, quando este chega a EJA - educação de jovens e adultos,acaba encontrando-se cansado, massacrado e desmotivado, convencendo-se de que não consegue mais aprender.

Um outro caso a si colocar, chegando a causar grande transtorno, é a questão do ciúme bem mais definido no sexo masculino,em pensar que a companheira vai para escolanão com intuito de estudar, mais sim, de namorar. Muitas são as habilidades que eles utilizam para dificultar a permanência da mesma na escola.

Para Meireles (2001) umas das causas da evasão é quanto a estudantes registrarem um atraso mínimo de 2 anos em relação à série e idade, devido o índice muito grande de reprovação e repetência constantes, chegando a causar conseqüências graves para o aluno.

A educação é algo que deve ser analisado a todo o momento, quanto às suas causas de oferecer um ensino adequado para cada nível cultural que o educador vem se deparando a todo o momento e refletir diante a sua postura de professor educador.

A escola precisa de educadores capacitados com propósito de querer buscar meios que amenizem o índice de alunos evadidos, apesar de muitos dos alunos serem os próprios causadores da evasão, devido não terem prazer de querer estudar, às vezes vão para escola só para não ficar em casa, enquanto outros acabam retornando para instituição com intuito de vencer na vida, e poder ter um trabalho mais digno para si.

Segundo Smink (2002) diante seu comentário sobre abandono escolar, colocando que nos Estados Unidos a evasão é um dos desafios mais significativos enfrentados por educadores acrescentando que sem uma boa educação, os estudantes chegaram a se tornar mal preparados para enfrentar os grandes desafios da economia e prestar toda sua contribuição para a sociedade americana.Vê-se que para o futuro, um mundo melhor, onde possa haver a diminuição da pobreza e miséria existe em todo mundo, contando com o apoio dos educandos em fazer do amanhã um futuro bem melhor, através de grandes transformações.

Clarilza Prado, Professora da Pós-Graduação de Psicologia da Educação da Universidade Católica de São Paulo, acredita que através de programa de aceleração, como exemplo do Instituto Ayrton Senna, além de ajudar no aprendizado e a auto-estima do estudante, ela vem contribuir par uma educação de mais qualidade. Um aspecto negativo que a mesma chega a apontar é a respeito que muitas escolas tradicionais não se organizam para se unir as classes de aceleração com propósito de acabar com a evasão escolar e dando todo apoio e sua contribuição no qual escola regular não teve um preparo para oferecer-lhe.

Diante de tantos avanços que vêm ocorrendo no mundo inteiro, vem-se mostrar que exclusão escolar é uma das causas de se chegar à exclusão social ,que vem facilitar com que o aluno evada além do desemprego gerar a separação das famílias e tem levado ao aumento de crianças e jovens a deixarem a escola mais cedo para entraremno mercado de trabalho infantil para ajudarem no sustento da família.

Ao mesmo tempo em que o Brasil cresce com seus grandes desenvolvimentos, principalmente o grande avanço na garantia ao acesso a escola, o relatório mostra que quarenta e quatro por cento dos alunos evadem e repetem a primeira série, chegando a ser um dos índices mais altos verificados.

O Brasil deve crescer como um todo, dando mais oportunidade a toda população em poder ter um futuro com grandes transformações educacionais para que venha trazer resultados positivos para o povo. Um exemplo de mudanças positivas é poder amenizar o índice de pobreza, além de possibilitar uma educação de qualidade no mundo em que vivemos para acabar com o analfabetismo que é conseqüência de uma má educação.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/17679/1/A-EVASAO-DOS-ALUNOS-DA-EJA/pagina1.html

ATIVIDADES -COMO CONHECER O QUE AS ALUNAS E ALUNOS NÃO ALFABETIZADOS PENSAM SOBRE A ESCRITA

As entrevistas em pequenos grupos


O grupo ajuda a quebrar a inibição tão freqüente quando se está chegando num lugar novo mas tão valorizado. Para conhecer os novos alunos a professora escolhe algumas questões ligadas a importância da alfabetização. Depois da costumeira apresentação: nome, onde mora, como soube do curso, o que espera, e scolherum dos vários cartões feitos pela professora com questões ligadas ao saber ler e escrever. Naturalmente , a questão sorteada necessita ser lida pela professora e analisada pelo grupo. Exemplo:
# José mudou de cidade e passou um apertado danado toda vez que precisava ir a algum lugar e lhe davam o endereço. Sabia que era rua X mas como chegar até lá sem ler as placas?
Você também já passou apertado (a) por não saber ler ou escrever? Como foi? Como resolveu a questão?
#Quando os filhos de Fátima entraram na escola ela se animou a estudar também.
O que aconteceu para ela tomar essa decisão? O que animou vocês a vir para a escola?
Se uma amiga perguntasse, para você, para que serve ir a escola, o que você responderia?
Pense no que vocês fazem quase todos os dias. O que fariam de forma diferente se lessem e escrevem?

ATIVIDADES QUE AJUDAM A CONHECER COMO ALUNAS E ALUNOS PENSAM A ESCRITA
Cartões para leitura
As atividades sugeridas ajudam o(a) professor(a) a conhecer alguns dos conhecimentos que o(a) aluno(a) traz consigo em relação à forma como a escrita se organiza. O objetivo da atividade é criar situações onde o(a) aluno(a) demonstra sua idéia de escrita através do que considera possível de ser lido.

Para esta atividade é preciso preparar uma série de, no mínimo, 10 cartões com: palavras reais com número variado de letras (2,3,4, mais que 5), escritas com letras repetidas, com letras não convencionais ou de outros alfabetos, símbolos ou sinais não verbais.

A atividade consiste em:
a) separar os cartões em “o que dá para ler” e “o que não dá para ser lido”;
b) Explicar o motivo de cada classificação.
Esta é uma forma simples de conhecer:
- a familiaridade com a escrita (o que é letra, o que não é);
- o que é considerado básico para um grupo de letras ter sentido (a variedade das letras, a necessidade de um número mínimo de letras para poder dizer alguma coisa, e outras particularidades mais...
Mesmo não se tratando de uma leitura convencional esta atividade indica a relação entre o(a) aluno(a) e a escrita presente em sua volta. Para ser significativa esta atividade é importante que o(a) professor(a) monte um quadro com palavras presentes no lugar onde os alunos se encontram: nas ruas por onde andam, nos mercados, farmácias, lojasonde compram, nas revistas, jornais que folheiam, ou ainda objetos ou produtos que têm em casa...
O reconhecimento das marcas, dos rótulos (OMO/CAIXA /ESSO/CASAS BAHIA/TIM/ClARO/COCA-COLA/TELEFÔNICA etc)mesmo não se tratando de uma leitura convencional esta atividade indica a relação entre o(a) aluno(a) e a escrita presente em sua volta.Para ser significativa esta atividade é importante que o(a) professor(a) monte um quadro com palavras presentes no lugar onde os alunos se encontram: nas ruas por onde andam, nos mercados, farmácias, lojas onde compram, nas revistas, jornais que folheiam, ou ainda objetos ou produtos que têm em casa...
O reconhecimento das marcas, dos rótulos
Depois é só pedir que aponte os nomes que ele conhece dizendo o que está escrito. O(a) professor(a) anota as respostas.O conjunto delas, dará a ele, referências relativas a observação, interesse e reconhecimento de palavras ou logomarcas conhecidas, quando fora dos seus contextos ...

CADERNO 1 DA EJA-MEC

A Educação Para Jovens e Adultos

Educando jovens e adultos
A Educação para Jovens e Adultos (EJA) é uma forma de ensino da rede pública no Brasil, com o objetivo de desenvolver o ensino fundamental e médio com qualidade, para as pessoas que não possuem idade escolar e oportunidade. É importante lembrar que a educação de jovens e adultos está tendo uma preocupação maior atualmente.

A iniciativa faz parte das várias pesquisas financiadas pela coordenação Nacional de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) até 2 trabalhadores 2009.
Os alunos do EJA são geralmente /as, empregados/as e desempregados/as que não tiveram acesso à cultura letrada.
O que acontece é que existem grandes disparidades entre ricos e pobres. De acordo com estudos realizados, a população pobre encontra-se em desvantagem principalmente ao se tratar de jovens e adultos.

Os educadores para fazerem parte do corpo docente do EJA devem ter uma formação inicial, além de contribuírem de forma relevante para o crescimento intelectual do indivíduo, realizando o exercício de cidadania

http://www.mundoeducacao.com.br/educacao/educacao-para-jovens-adultoseja.htm

segunda-feira, 1 de março de 2010

Texto do caderno da EJA do Mec
















Trabalho no campo






ENSAIO MULHERES DA TERRA

Xandra Stefanel

Este ensaio fotográfico com mulheres do Acampamento Terra sem Males, do MST, foi feito dutante a gravação do documentário Mulheres da Terra – da Lona ao Concreto, que retrata de maneira poética a vida daquelas que, ao lado dos homens, lutam pela tão sonhada reforma agrária.

O objetivo do vídeo-documentário é mostrar que as mulheres do Movimento desempenham os mesmos papéis que os homens: trabalham na roça, cuidam do barraco, dos filhos e participam das decisões do MST. Sob esse prisma, acampadas e assentadas contam seus sonhos e histórias que comovem e mostram como é difícil morar debaixo de lonas para conquistar um pedaço de chão para seus filhos.

O ensaio e o documentário foram produzidos em Cajamar e Sumaré (São Paulo), de março a setembro de 2003.

Xandra Stefanel é jornalista e locutora. Publicado na revista caros amigos

Painel Paulo Freire no CEFORTEPE - Centro de Formação, Tecnologia e Pesquisa Educacional da Secretaria Municipal de Educação de Campinas-SP

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fd/Painel.Paulo.Freire.JPG

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A educação do olhar...


"Aprendemos as palavras para poder olhar melhor"

"Rubem Alves"

ENCCEJA


O Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) tem como objetivo avaliar as habilidades e competências básicas de jovens e adultos que não tiveram oportunidade de acesso à escolaridade regular na idade apropriada. O participante se submete a uma prova e, alcançando o mínimo de pontos exigido, obtém a certificação de conclusão daquela etapa educacional. O exame é aplicado anualmente e a adesão das redes de ensino é opcional.As certificações são feitas diretamente nas secretarias municipais e estaduais de educação que aderem ao exame. Assim, o participante deve entrar em contato com a secretaria de educação da sua região para obter o documento de sua certificação. As secretarias são as responsáveis pela forma e pelos critérios de utilização das notas, com autonomia para realizar as certificações. O participante do Encceja se inscreve em cada uma das áreas avaliadas, sendo que é possível obter certificação em cada prova.Já estão disponíveis na página eletrônica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep) os resultados do Encceja 2008. O sistema com as notas finais obtidas pelos participantes pode ser acessado de três maneiras: com o número de inscrição; nome completo do participante, data de nascimento e unidade da federação do seu endereço ou pelo número do seu CPF ou RG e UF da carteira de identidade. Para ter acesso às notas, o participante também deverá informar a senha de inscrição, entregue durante a inscrição. Quem não tiver essa senha poderá cadastrar uma nova pelo sistema.O participante terá acesso à sua avaliação individual comparada com a média nacional de desempenho. Quem prestou o exame também receberá, pelos Correios, o Boletim Individual de Desempenho no endereço indicado no ato de inscrição. Na edição 2008, o Encceja apresentou número recorde de inscritos: cerca de 780 mil, sendo 60% para o ensino médio e 40% para o ensino fundamental. As provas foram aplicadas nos dias 13 e 14 de dezembro em 2,3 mil unidades educacionais, de aproximadamente 800 municípios brasileiros.Acesse o sistema do Encceja -->

ESCRITA COLETIVA NA EJA (Alfabetização)

Objetivos:
- Produzir uma carta coletivamente. - Observar e explorar as diferenças entre a linguagem oral e a escrita. Conteúdo - Produção oral com destino escrito.
Anos 1º e 2º. Tempo estimado Cinco aulas.
Material necessário Música e letra da canção Valsinha, escrita por Chico Buarque e Vinicius de Moraes, disponíveis neste site, digite na busca a palavra Valsinha. Entre as opções encontradas, escolha aquela cantada pelo artista Chico Buarque.
Desenvolvimento
1ª etapa Convide os alunos para uma audição da composição. No fim, pergunte se alguém já a conhecia, assim como seus autores. Recorde A Banda, que também é assinada por Chico Buarque. Apresente a música mais uma vez para a turma.
2ª etapa Leia a letra em voz alta e estimule que os estudantes digam o que entenderam. Questione-os sobre o casal da história. Quantos anos eles têm? Qual a profissão deles? Registre essas e outras características no quadro.
3ª etapa Proponha que o grupo elabore uma carta contando o episódio apresentado na música - os alunos vão ditar o texto e você será o escriba. Como remetentes, eles terão de se colocar no papel da mulher apresentada na música, que é surpreendida pelo marido. Ela mora em uma cidade distante do lugar onde nasceu e escreve para sua prima, que lá ficou.
4ª etapa Converse com a turma sobre o envio e o recebimento de cartas. Quem já ditou uma? E quem já recebeu? Comunicar uma notícia por carta é diferente de falar por telefone? Por quê? Peça que todos apontem as características do gênero: como uma carta deve começar? E terminar?
5ª etapa Inicie a produção da carta. Embora você deva atuar como escriba, seu papel não será passivo. Chame a atenção do grupo para a coerência do texto e a presença de elementos que marcam o gênero. Releia as partes que estiverem confusas e peça que a turma melhore todas. Explicite a importância de transpor a linguagem oral para a escrita, perguntando: como isso que você falou deve ser escrito? Retome a leitura do texto, dizendo ao grupo que é importante se colocar no lugar do destinatário. Se necessário, estimule os estudantes a analisar se a carta transmite a emoção que a letra da música apresenta e peça que façam as inserções necessárias.
6ª etapa Converse com a turma a respeito dos motivos que levam as pessoas a
escrever cartas e destaque o uso real do gênero.
Avaliação Durante a escrita coletiva, analise a capacidade de criação dos alunos, considerando que eles tiveram de criar elementos para compor a carta que não estavam definidos na música. Observe o texto: qual o domínio que o grupo tem da linguagem escrita comum a esse gênero? Se a produção apresentar muitas falhas, retome a produção coletiva, dessa vez convidando todos a escrever uma carta a um destinatário real sobre um episódio verídico.
Revista Nova Escola

Prática de leitura na Eja Nova escola

Objetivos:
- Ampliar o repertório literário.
- Trocar opiniões sobre a leitura.
- Acionar estratégias que permitam descobrir o que está escrito e onde.
Conteúdos - Leitura de texto poético. - Sistema de escrita.
Anos 1º e 2º. Tempo estimado Dez aulas. Material necessário Cartões, lápis e cópias da poesia Das Pedras, de Cora Coralina, publicado em Meu Livro de Cordel.
Desenvolvimento 1ª etapa Apresente a autora Cora Coralina aos alunos. Conte a eles que ela teve uma vida marcada por dificuldades comuns a muitas mulheres: viveu presa aos afazeres domésticos e com pouco dinheiro. Casou-se com alguém que não gostava que ela se ocupasse com atividades que lhe dessem evidência. Relate que Cora sempre gostou de escrever, mas só muito tarde foi estimulada a publicar suas produções.
2ª etapa Transcreva o poema Das Pedras no quadro e leia em voz alta para a turma, apontando cada palavra e verso. Repita a leitura mais de uma vez, usando a mesma estratégia para que todos possam entrar em contato com o texto. No fim, pergunte o que mais chamou atenção e que ideias estão presentes no material. Faça uma lista com as palavras relacionadas ao que for dito pelos estudantes e convide-os a escrever nos cartões a palavra que resume a principal ideia ou sentimento do texto. Exponha-as no mural da sala.
3ª etapa Repita a leitura e convide o grupo a pensar se o que foi colocado na lista é pertinente ou não e se é necessário acrescentar outras palavras.
4ª etapa Divida os alunos em duplas e distribua uma cópia do texto para cada uma delas. A tarefa é encontrar e grifar as palavras que já se sabe ler, inclusive o termo pedra, que aparece muitas vezes. Peça que eles expliquem como fizeram para encontrá-lo.
5ª etapa Leia este verso em voz alta: "Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim" e pergunte à turma a que pedras Cora Coralina pode estar se referindo. Anote as respostas em uma lista e amplie a discussão para formar outra, com respostas a questões como: quais as pedras que costumam cair sobre os velhos? E sobre os brasileiros?
6ª etapa Sugira que os alunos escrevam a palavra pedra e a associem à sua experiência de vida. No caso de alunos que ainda não escrevem, aja como um escriba. Lembre-os de que associar uma palavra a seus significados é uma descoberta importante para quem está aprendendo a língua escrita.
Avaliação Releia o poema e pergunte ao grupo o que mudou na compreensão do texto depois das atividades. Analise a coerência entre as respostas e as perguntas que foram feitas durante todo o trabalho e as mudanças efetivas entre a leitura inicial e a final.

Não trate alunos de EJA como crianças

Pessoas com mais de 15 anos - mesmo na condição de alunos - não são crianças crescidas. Da mesma forma que, no trabalho, um senhor de 50 anos não ouve do chefe "Vamos fazer um relatório bem bonitinho", ele não deve vivenciar situações como essa na escola.
O trato infantilizado é um dos motivos da evasão nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nasce com a ideia equivocada de que se deve dar ao estudante, jovem ou adulto, o que ele não teve quando criança. Por causa disso, é preciso também mudar a abordagem e, muitas vezes, o conteúdo. Trabalhar com material didático infantil sem levar em conta as expectativas de aprendizagem e os conhecimentos prévios é um equívoco com a mesma raiz.
A EJA tem de ser encarada como um atendimento específico, que pede um currículo próprio. Só assim o grupo vai aprender e tomar consciência do que está fazendo. Se o educador quiser abordar a origem do ser humano, deve tratar o tema de forma adulta, com respeito à diversidade religiosa - sem se desviar das propostas curriculares - e aprofundar a discussão científica, mais do que faria numa turma de crianças.
E, embora a necessidade de respeito à vivência prévia valha para todos os alunos, seja lá qual for a idade deles, no caso de jovens e adultos essa é mais uma premissa fundamental. Cantigas e parlendas - usadas na alfabetização dos pequenos - podem ser substituídas por poesias, mais apropriadas para os leitores mais velhos.
Não trate alunos de EJA como crianças NOVA ESCOLA

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Ideias de Paulo Freire

Amar é um ato de coragem

Verdades da Profissão de Professor

Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos. Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

EJA - PRÁTICAS DE LEITURA

Objetivos:-
Ampliar o repertório literário. - Trocar opiniões sobre a leitura. - Acionar estratégias que permitam descobrir o que está escrito e onde. Conteúdos - Leitura de texto poético. - Sistema de escrita. Anos 1º e 2º. Tempo estimado Dez aulas. Material necessário Cartões, lápis e cópias da poesia Das Pedras, de Cora Coralina, publicado em Meu Livro de Cordel.
Desenvolvimento
1ª etapa Apresente a autora Cora Coralina aos alunos. Conte a eles que ela teve uma vida marcada por dificuldades comuns a muitas mulheres: viveu presa aos afazeres domésticos e com pouco dinheiro. Casou-se com alguém que não gostava que ela se ocupasse com atividades que lhe dessem evidência. Relate que Cora sempre gostou de escrever, mas só muito tarde foi estimulada a publicar suas produções.
2ª etapa Transcreva o poema Das Pedras no quadro e leia em voz alta para a turma, apontando cada palavra e verso. Repita a leitura mais de uma vez, usando a mesma estratégia para que todos possam entrar em contato com o texto. No fim, pergunte o que mais chamou atenção e que ideias estão presentes no material. Faça uma lista com as palavras relacionadas ao que for dito pelos estudantes e convide-os a escrever nos cartões a palavra que resume a principal ideia ou sentimento do texto. Exponha-as no mural da sala.
3ª etapa Repita a leitura e convide o grupo a pensar se o que foi colocado na lista é pertinente ou não e se é necessário acrescentar outras palavras.
4ª etapa Divida os alunos em duplas e distribua uma cópia do texto para cada uma delas. A tarefa é encontrar e grifar as palavras que já se sabe ler, inclusive o termo pedra, que apare
questões como: quais as pedras que costumam cair sobre os velhos? E sobre os brasileiros?
6ª etapa Sugira que os alunos escrevam a palavra pedra e a associem à sua experiência de vida. No caso de alunos que ainda não escrevem, aja como um escriba. Lembre-os de que associar uma palavra a seus significados é uma descoberta importante para quem está aprendendo a língua escrita.
Avaliação Releia o poema e pergunte ao grupo o que mudou na compreensão do texto depois das atividades. Analise a coerência entre as respostas e as perguntas que foram feitas durante todo o trabalho e as mudanças efetivas entre a leitura inicial e a final.
FONTE: REVISTA NOVA ESCOLA

SONDAGEM INICIAL NA EJA


Nos primeiros dias de aula, o professor alfabetizador tem uma tarefa imprescindível: descobrir o que cada aluno sabe sobre o sistema de escrita. É a chamada sondagem inicial (ou diagnóstico da turma), que permite identificar quais hipóteses sobre a língua escrita os alunos têm e com isso adequar o planejamento das aulas de acordo com as necessidades de aprendizagem. Ela permite uma avaliação e um acompanhamento dos avanços na aquisição da base alfabética e a definição das parcerias de trabalho entre os alunos. Além disso, representa um momento no qual os alunos têm a oportunidade de refletir, com a ajuda do professor, sobre aquilo que escrevem. Comece ditando uma lista de palavras de mesmo campo semântico

O ditado deve ser iniciado por uma palavra polissílaba, seguida de uma trissílaba, de uma dissílaba e, por último, de uma monossílaba - sem que o professor, ao ditar, marque a separação das sílabas. Após a lista, é preciso ditar uma frase que envolva pelo menos uma das palavras já mencionadas, para poder observar se o aluno volta a escrevê-la de forma semelhante, ou seja, se a escrita da palavra permanece estável.


*Alguns termos adaptados para a EJA

Reportagem completa, com muitas novidades está disponível em: http://espacoeducar-liza.blogspot.com

HISTÓRICO DA EJA

A educação começa a ter início no Brasil, desde o período colonial em 1549, onde se pode ver que a antiga Grécia começa a ser o berço da pedagogia, pois a palavra "paidagogos" significa aquele que guia a criança, no caso, o escravo que vem acompanhar a criança à escola. Com o tempo, a direção começa a crescer para indicar toda a teoria da educação. De maneira geral, a educação grega está persistentemente centrada na disposição total do corpo e do espírito.
Como se observa que neste período, os jesuítas acreditavam que não seria possível converter os índios sem que eles soubessem ler e escrever. Até aqui, verifica-se a importância da alfabetização (catequização) na vida dos adultos para que as pessoas não-infantil, não só servissem para igreja, como também para o trabalho. (SOUZA, 2007).
Os Jesuítas dedicaram-se a duas coisas principais: a pregação da Fé católica e o trabalho educativo. Através do seu trabalho de catequizar, com intuito de salvar as almas, abrindo caminho para a entrada dos colonizadores, com seu trabalho educativo, na medida em que se ensinavam as primeiras letras, ao mesmo tempo ensinavam a doutrina católica e os costumes europeus.
Observa-se que a Educação de Jovens e Adultos não é recente no país, pois, se verifica que desde o Brasil colônia, quando se falava em educação para população não-infantil, fazia-se referência a população adulta, que precisava ser catequizada para as causas da santa fé.
A expulsão dos jesuítas, ocorrida no século XVIII, desorganizou o ensino até então estabelecido. Novas iniciativas sobre ações dirigidas e educação de adultos somente ocorreram na época do Império.
A constituição Imperial de 1824 reservava a todos os cidadãos a instrução primária gratuita. Contudo, a titularidade de cidadania era restrita às pessoas livres, saídas das elites que poderiam ocupar funções na burocracia imperial ou no exercício de funções ligadas a política e o trabalho imperial.
A educação básica de adultos começou a estabelecer seu lugar através da história da educação no Brasil, a partir da década de 1930, pois neste período a sociedade passava por grandes transformações, onde o sistema de ensino de educação começa a se firmar. Além do crescimento no processo de industrialização e reunião da população nos centros urbanos. A oferta de ensino era de graça estendendo-se respeitadamente, acolhendo setores sociais cada vez mais diversos. O crescimento da educação elementar foi estimulado pelo governo federal, no qual projetava diretrizes educacionais para todo o país. Observa-se que o governo estava sempre contribuindo para melhoria da educação, no qual dando todo apoio e sua ação em fazer com que todos os cidadãos possam usufruir de uma educação de qualidade para todos.
Segundo Freire (2005) comenta das idéias em torno da educação de adultos no Brasil acompanhada de uma história de educação como um todo, onde a educação passou por momentos de grandes reflexões, no qual vemos que cada período um sonho em fazer do ensino um direito de todos, para que o individuo possa gozar dos seus direitos.
Em cada década, ocorreu um governo e professores com visões diferentes, na tentativa de beneficiar todas as camadas sociais. Tentava-se buscar um método para trabalhar cada realidade de vida, possibilitando meios de ensino mais significativos, para ajudar na construção de uma educação construtivista.
No Brasil Império, começaram a abrir escolas noturnas para trabalhar com esses alunos e possibilitar o acesso dos mesmos no meio escolar. O ensino tinha pouca qualidade, normalmente com duração curta. Na década da revolução de 1930, o único interesse do governo era alfabetizar as camadas baixas com intuito de aprender a ler e escrever, pois se essa consciência crítica fosse despertada, isso seria prejudicial ao governo.
Já a década de 1940 foi um período de muitas mudanças na educação de adultos, onde houve grandes iniciativas políticas e pedagógicas de peso, tais como: A Regulamentação do Fundo Nacional do Ensino do INEP, como meio de incentivo realizando estudos na área, o surgimento das primeiras obras especificamente dedicadas ao ensino supletivo, lançamento da CEAA – Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos, na qual houve uma grande preocupação com a elaboração de materiais didáticos para adultos e a realização de dois eventos fundamentais para a área, com intuito de fazer com que a educação abra possibilidade de um ensino melhor.
Gadotti (2003) comenta também, que a educação de adultos era gerada como ampliação da escola formal, principalmente para zona rural, sendo a mesma apropriada para trabalhar com os alunos. Além do ensino não ser algo forçado, tanto que só iam para escola as pessoas que tinham vontade de querer vencer na vida.
Com o fim da ditadura de Vargas em 1945, o país começou a viver uma grande ebulição política, onde a sociedade passou por momentos de grandes crises. Pois houve momentos de muitas críticas quanto aos adultos analfabetos, fazendo muitas das vezes as pessoas não acreditarem na busca de um ensino de qualidade. Todo esse transtorno em lutar por uma educação para todos, fez com que a educação de adultos ganhasse destaque na sociedade.
A partir desse período, a educação de adultos começou a mostrar seu valor, assumido através da campanha nacional do povo. Essa campanha de educação, lançada em 1947, buscava no primeiro momento, uma ação extensa que prévia a alfabetização em três meses, para depois seguir uma etapa de ação, voltada para a capacitação profissional e para o desenvolvimento comunitário.
Nos anos 1950, foi realizada a campanha nacional de erradicação do analfabetismo (CNEA), que marcou uma nova etapa nas discussões sobre a educação de adultos.
Seus organizadores compreendiam que a simples ação alfabetizadora era insuficiente, devendo dar prioridade a educação de crianças e jovens, aos quais a educação ainda significa alteração em suas condições de vida. (SOUZA, 2007).
Nos anos 1970, o MOBRAL cresceu por todo território nacional, variando sua atuação. Algumas ações que surgiram foram as do Programa de Alfabetização, seno ao mais importante o PEI - Programa de Educação Total, que correspondia a uma condensação do antigo curso primário, pois este programa abria oportunidade para o jovem continuar os estudos, para os recém-analfabetos, bem como para os chamados analfabetos funcionais, aquelas pessoas que não dominavam a leitura e a escrita. (RIBEIRO, 2001).
A partir da década de 1980 e 1990, a educação deixou de ser um ensino voltado para o tradicionalismo, fazendo com que os educadores buscassem novas propostas de ensino, com intuito de ajudar no crescimento do aluno para um ensino mais qualificado para um futuro melhor para humanidade. A década de 1990 não foi muito benéfica, devido a vários empecilhos que contribuíram para que se chegasse a essa conclusão. Devido à falta de políticas o governo não deu apoio à Educação de Adultos, chegando a contribuir para o fechamento da Fundação Educar,além de ocorrer um grande vazio político,no que se refere a esse setor,mas em compensação, alguns Estados e Municípios assumiram a responsabilidade de oferecer educação para os alunosda EJA . (Id, 2006).
A educação de jovens e adultos teve seus momentos de grandes fracassos e críticas quanto à busca de um ensino de qualidade, onde os alunos possam ter direito a uma vida mais digna, com perspectiva de construir um Brasil de mudanças positivas.
Em janeiro de 2003, O MEC anunciou que a alfabetização de jovens e adultos seria uma prioridade do Governo Federal. Para isso, foi criada a secretaria extraordinária de erradicação do Analfabetismo, cuja meta é erradicar o analfabetismo durante o mandato de quatro anos do governo Lula. Para cumprir essa meta foi lançado o programa Brasil Alfabetizado, por meio do qual o MEC contribuirá com os órgãos públicos Estaduais e Municipais, instituições de ensino superior e organizações sem fins lucrativos para que desenvolvam ações de alfabetização.

FONTE:http://www.webartigos.com/articles/17677/1/HISTORICO-DA-EJA